"Evolução...


Por muito estranho que possa parecer, é um conceito implicitamente central em todo o processo psicológico: a constante evolução tanto do Paciente como do Psicólogo. De certa forma, seguimos um pouco as leis há tanto estabelecidas pela teoria de Darwin: são seleccionadas características que devem ser incrementadas para uma melhor vivência psicológica e são essas que devem ocupar o nicho ecológico mental de cada Paciente, por outras palavras, o seu microcosmos.

Com a selecção natural (aqui também influenciada por um agente externo), o Paciente começa a introduzir movimento na sua estrutura mental e começa a evoluir, não sempre no sentido que entendemos como significando  evolução, para um lado positivo, mas sim no sentido de começar a mover-se, a abalar o que antes fora rígido. E curiosamente, tanto a teoria de Darwin como qualquer lei do movimento da Física têm de ser ligadas entre si para explicar o complexo evoluir da mente humana durante um processo terapêutico.

Quanto ao Psicólogo, o mesmo se passa. Vai-se essencialmente adaptando e readaptando de acordo com os movimentos e a energia do paciente, porque a energia total é sempre a soma da energia potencial e da energia cinética (sendo ainda considerando o atrito, que em Psicologia apenas tem um nome diferente – resistência).

Psicólogo e Paciente são de igual modo um sistema complexo e interligado que apenas faz sentido se se completarem e funcionarem como um só. O Psicólogo terá a sorte de passar a vida a aprender, tendo a obrigação de ser ele sempre a procurar adaptar-se e nunca obrigar a que o paciente se adapte a ele...[...]"

                                                                                  
                                                                                                                             

André Patrício, 2007

CEO & Membro Fundador